Proteína contra o câncer

Detém a metástase

Proteína contra o câncer
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Em um estudo publicado na revista Nature, cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT, demonstraram que restaurar as funções da proteína p53 em ratos com câncer de pulmão, não tem efeitos no seu desenvolvimento, mas a restauração de suas funções, evitando que novos tumores são reproduzidos em outras partes do corpo.
Desde 1980, os cientistas especializados em câncer sabem que a p53 desempenha uma tarefa fundamental impedindo que as células com mutações cancerígenas se reproduzam. Esta proteína é defeituosa no meio de todos os tipos de câncer que sofre o ser humano. Por isso, os cientistas se concentraram em encontrar um remédio que restaure a sua função. E uma dessas drogas está agora sendo submetida a avaliação.
Os estudos, realizados por David Feldser e Tyler Jacks, ambos do Instituto Integrado de Pesquisas em Câncer David H. Koch, do MIT, sugerem que restaurar a função da p53 impediria a metástase de um câncer agressivo de pulmão.
Os cientistas trabalharam com ratos que, por engenharia genética, desenvolverão câncer de pulmão, poucos dias depois do nascimento. Estes ratos têm uma forma inativa do gene da p53, que conta com um “interruptor” que permite aos cientistas ligar ou desligá-lo à vontade.
No primeiro ensaio, os especialistas ativaram a proteína em ratos de 4 semanas e que já haviam desenvolvido tumores benignos chamados adenomas. Mas, para sua surpresa, a atividade da proteína não teve efeito algum sobre os tumores.
Para o segundo ensaio esperaram até a semana 10 para ativar a proteína. Nesse momento, os tumores já se haviam transformado em adenocarcinomas, tumores malignos. Estes ratos a ativação da p53 fez com que as células malignas desapareceram, deixando as células que ainda não foram transformados em cancerígenas.
Para Feldser e Jacks isto sugere que, naturalmente, a proteína p53 se ativa quando há uma grande atividade de células cancerígenas, algo que não acontece quando os tumores são benignos.

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